sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

ESTUDANTES E ARTISTAS PARTICIPAM DE OFICINA DE TEATRO OFERTADA PELA UNEB EM SENHOR DO BONFIM


Olhar atento, escuta e jogos teatrais fizeram parte da oficina “Improvisação, jogo e o riso polĆ­tico” ofertada ontem (14) e hoje (15), pelo Colegiado de Teatro, do Departamento de Educação (DEDC), Campus VII da UNEB em Senhor do Bonfim. A oficina acontece no ColĆ©gio Estadual Senhor do Bonfim e conta com a participação de estudantes universitĆ”rios, artistas e pessoas interessadas em descobrir um pouco sobre a arte da improvisação teatral.

A improvisação desperta o lugar da escuta sobre o que acontece no entorno e do cuidado com o outro. Ɖ a seleção de modos de agir em meio a situaƧƵes inesperadas. “Na improvisação, trazemos situaƧƵes do cotidiano para o contexto da cena, e temos a chance de jogar com possĆ­veis saĆ­das para alguma situação que acontece ali, seja individualmente, em dupla ou em grupo”, ressaltou o doutorando em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Everton Lampe, ministrante da oficina.


A realização da oficina atraiu muitos olhares, e os integrantes decidiram participar por motivos variados. A atriz Adelma Regina faz teatro desde 2009 na cidade de Campo Formoso- BA, e destacou que participar dessa oficina Ć© uma oportunidade Ć­mpar, uma vez que, “Na regiĆ£o, nĆ£o temos muitas oportunidades de formaƧƵes e oficinas como essa, entĆ£o nos esforƧamos para estar aqui, pois Ć© um momento de enriquecer ainda mais os nossos conhecimentos”.

JĆ” o estudante do curso de Teatro da UNEB, Israel Santana decidiu participar da oficina, pois considera necessĆ”rio estar sempre se aprimorando, e encontrou nesse momento uma oportunidade para se aperfeiƧoar na Ć”rea. Enquanto que, a pedagoga Maria Santiago participa pela primeira vez de uma oficina de teatro. A participante relatou que a tĆ©cnica da improvisação lhe chamou muito atenção, pois “Para fazer um personagem hoje, eu tive muita dificuldade, e descobri que eu nĆ£o olho para as pessoas, que nĆ£o observo os gestos do personagem social, como ele fala, como ele anda e me senti muito perdida. EntĆ£o, a partir de hoje, eu me comprometo a ser mais observadora do meu próximo”.

Assim, o ministrante da oficina relata que “Essa experiĆŖncia acaba sendo um laboratório das possibilidades de ser fora daqui tambĆ©m”, e chama a atenção dizendo que “NĆ£o existe pessoas que improvisam bem ou mal, o que existe Ć© prĆ”tica e treino”.


Lorena Simas
Coordenadora do NAC-DEDC/UNEB

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